O tratamento envolve avaliação individual, reposição hormonal, cirurgias corretivas e acompanhamento
O tratamento da genitália ambígua pode gerar muitas dúvidas e preocupações para os pais. Compreender como funciona o tratamento dessa condição é fundamental para tranquilizar a família e garantir intervenções adequadas que previnam possíveis complicações no futuro. A seguir, entenda os cuidados que envolvem esse processo.
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O que é genitália ambígua?
Genitália ambígua é um termo utilizado para descrever casos em que os órgãos genitais externos de um bebê não possuem a aparência típica de menino ou menina. Essa condição pode ter diversas origens, geralmente relacionadas a fatores que interferem no desenvolvimento sexual durante a gestação. Entre as principais causas, destacam-se:
- Alterações genéticas: síndromes como Turner (45,X), Klinefelter (47,XXY) e Swyer podem causar genitália ambígua;
- Desequilíbrios hormonais: produção excessiva ou insuficiente de hormônios sexuais durante a gestação;
- Defeitos enzimáticos: condições como hiperplasia adrenal congênita provocam excesso de andrógenos e genitália ambígua;
- Fatores ambientais: exposição a hormônios ou medicamentos durante a gravidez pode interferir no desenvolvimento sexual do feto.
Quando suspeitar de genitália ambígua?
A dificuldade para determinar o sexo do bebê apenas observando os genitais externos é um alerta para a necessidade de avaliação e tratamento da genitália ambígua. Portanto, a suspeita da condição surge principalmente quando os órgãos genitais externos do recém-nascido não apresentam uma definição clara de sexo masculino ou feminino.
Essa dificuldade para definir pode acontecer quando há uma mistura de características típicas de ambos os sexos ou quando os genitais parecem subdesenvolvidos ou incompletos. No caso das meninas, pode-se notar que a região vaginal está pouco formada. Já em meninos, o escroto pode não estar totalmente desenvolvido, lembrando uma estrutura vaginal, e os testículos podem não ser facilmente identificáveis.
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Etapas do diagnóstico da genitália ambígua
O diagnóstico de genitália ambígua começa com a realização de um exame físico para avaliar a aparência dos órgãos genitais. Nessa etapa, o médico também analisa o histórico médico do bebê e da mãe para identificar possíveis fatores que possam ter contribuído para o desenvolvimento da condição.
Além disso, os profissionais solicitam exames hormonais para avaliar os níveis dos hormônios que influenciam o desenvolvimento sexual, testes genéticos para identificar alterações cromossômicas e exames de imagem para analisar os órgãos internos, como testículos ou estrutura vaginal.
Tratamento da genitália ambígua: como é feito e quais as opções?
O tratamento da genitália ambígua considera as alterações específicas e o sexo biológico de cada paciente. Com base nessa definição, o cuidado pode envolver cirurgias corretivas para aprimorar a aparência dos órgãos genitais, melhorar a função urinária, preservar a função sexual e a fertilidade, se possível.
A cirurgia para o sexo feminino envolve a construção ou abertura da vagina e a correção do clitóris, preservando a sensibilidade. Já nos casos em que o sexo masculino é definido, o procedimento pode envolver a correção da posição da uretra, reconstrução do pênis e posicionamento dos testículos na bolsa testicular, caso estejam fora do lugar.
Outra opção comum no tratamento da genitália ambígua é a terapia de reposição hormonal, que auxilia no equilíbrio dos hormônios sexuais e favorece o desenvolvimento das características sexuais. Esse tipo de terapia é indicado tanto para corrigir deficiências hormonais quanto para controlar excessos, com ajustes feitos conforme o crescimento da criança.
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Quem realiza o tratamento da genitália ambígua?
O tratamento da genitália ambígua é feito por uma equipe multidisciplinar, sendo que o procedimento cirúrgico é realizado por um uropediatra, como o Dr. Rafael Locali, urologista infantil com ampla experiência no manejo de condições urológicas em crianças. Especializado em técnicas cirúrgicas modernas, ele atua em casos de genitália ambígua, priorizando o bem-estar da criança.
Além de sua formação técnica, o Dr. Rafael Locali se destaca pelo atendimento humanizado, que preza pelo acolhimento e pela escuta ativa das famílias. O profissional busca entender as necessidades específicas de cada paciente, garantindo um cuidado individualizado e completo em todas as etapas do tratamento.
Perguntas frequentes
Confira abaixo respostas para as dúvidas mais comuns sobre o tratamento da genitália ambígua.
Genitália ambígua é uma emergência médica?
O tratamento da genitália ambígua não representa uma emergência, mas exige avaliação rápida para identificar a causa e iniciar o acompanhamento adequado. Em algumas situações, pode haver risco de desequilíbrio hormonal ou outras complicações que requerem atenção urgente.
A cirurgia é obrigatória na infância?
A cirurgia não é obrigatória para todas as crianças com genitália ambígua. A decisão depende da gravidade da condição, do desenvolvimento do paciente e das escolhas da família, sempre respeitando o melhor para o bem-estar da criança a longo prazo.
O bebê pode ter uma vida normal?
Com o acompanhamento médico adequado e o suporte psicológico, a maioria dos bebês com genitália ambígua pode ter uma vida saudável e normal, desenvolvendo-se física e emocionalmente bem.
Como é feita a definição do sexo?
A definição do sexo no tratamento da genitália ambígua envolve uma avaliação completa que considera o exame físico, os resultados dos exames hormonais, análises genéticas e imagens dos órgãos internos. A decisão é tomada com cuidado, levando em conta o desenvolvimento biológico e o bem-estar futuro do paciente.
Qual a diferença entre DDS e genitália ambígua?
Distúrbios de diferenciação sexual (DDS) são condições médicas em que o desenvolvimento dos órgãos sexuais não segue o padrão típico masculino ou feminino, resultando em uma definição incerta do sexo biológico. A genitália ambígua é uma característica física específica, em que os órgãos genitais externos do recém-nascido apresentam uma aparência indefinida, nem claramente masculina nem feminina, sendo um dos sinais de DDS.
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