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Tipos de fimose: conheça quais são!

Menino deitado no chão, lendo um livro.
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Tipos de fimose: conheça quais são!

14 julho, 2022

É uma doença bastante frequente e, muitas vezes, deixada de lado pelos pais e mães de meninos e até pelos profissionais de saúde

Os tipos de fimose são dois: a fimose primária, que já nasce com a criança, e a fimose secundária, que surge após algum processo patológico ou iatrogênico que acomete o prepúcio, isto é, a pele que recobre o pênis. Conhecer ambas, e compreendê-las, é de extrema importância para mães e pais de meninos.

Em termos objetivos, fimose é uma falta de elasticidade da pele do prepúcio para expor completamente a glande (a “cabeça” do pênis), tanto com pênis em estado flácido quanto ereto. A ressalva do pênis ereto é muito importante, porque alguns pacientes sentem dor somente durante a ereção, já que o prepúcio “estrangula” o corpo peniano, pela falta de elasticidade. Falaremos mais, adiante, sobre os tipos de fimose.

Existe, ainda, o termo “fimose fisiológica”. Porém, não acredito que essa seja uma boa forma de denominar uma situação habitual e perfeitamente normal que ocorre em praticamente todos os meninos, que é a simples aderência do prepúcio na glande. Apesar de dificultar a exposição da glande, essa situação NÃO É fimose, a menos que o prepúcio não tenha a elasticidade adequada.

Tanto a fimose primária quanto a secundária podem provocar diversos problemas nas crianças e até mesmo nos adultos, como dor na ereção, dificuldade para urinar, aumentar o risco para desenvolver infecção do trato urinário, contrair doenças sexualmente transmissíveis e até câncer de pênis (mas no longuíssimo prazo). Dessa forma, sendo eles de qualquer um dos tipos de fimose, casos assim exigem a intervenção de um urologista (em especial, já na infância, com um urologista infantil, tal como o dr. Rafael Locali, sobre quem falaremos adiante).

Quais são os tipos de fimose?

Os tipos de fimose são dois, tal como dito anteriormente, e ambos devem causar preocupação em mães, pais e profissionais da medicina. Vamos explicar isso melhor.

O primeiro tipo, a fimose primária, é aquela que já nasce com a criança, e é a mais comum. Normalmente, é diagnosticada nas consultas de rotina do pediatra ou quando os pais têm dificuldade para fazer a higiene do pênis da criança, sendo, geralmente, assintomática.

Por outro lado, há um outro tipo de fimose, ou seja, a fimose secundária. Neste tipo, a pele do prepúcio, que inicialmente era normal, torna-se inelástica, como resultado de um processo infeccioso local (balanites ou balano-postites) ou por uma retração cicatricial decorrente de uma tentativa inapropriada de exposição da glande ou de um procedimento cirúrgico no pênis.

Dessa forma, a fimose secundária tem as seguintes causas:

  • Infecção – a falta de higiene adequada do pênis pode propiciar a proliferação de fungos e bactérias patológicas na glande e prepúcio, facilitando o aparecimento de balanite ou balano-postite. A inflamação causada pela infecção provoca um edema e o consequente “endurecimento” da pele do prepúcio, o que impede a exposição da glande. Normalmente, são necessários vários episódios de infecção para provocar essa alteração no prepúcio;
  • Líquen escleroso ou balanite xerótica obliterante – doença dermatológica cuja etiologia não é conhecida completamente e que acomete a região ano-genital de homens e mulheres. Nos homens, costuma apresentar-se no prepúcio e glande, provocando alterações de coloração, espessamento do prepúcio, estenose de meato uretral e impossibilidade de exposição da glande;
  • Trauma do prepúcio – normalmente, ocorre quando os pais ou profissionais de saúde tentam expor a glande de uma criança com fimose primária ou com uma aderência firme do prepúcio na glande. Nessa situação, ocorrem fissuras na pele do prepúcio (eventualmente, até com sangramento) que, ao cicatrizar, acabam por impedir a exposição da glande;
  • Complicação cirúrgica – ocorre quando não é removida a quantidade adequada de pele do prepúcio ou quando não são realizados os cuidados pós-operatórios adequados. A cicatrização do prepúcio acaba por criar um novo “anel” inelástico, que impede a exposição da glande.

Graus da fimose

Fato pouco conhecido é que os tipos de fimose têm 5 diferentes graus, segundo o quanto da glande é exposta. Eles servem para determinar a intensidade da doença, apesar de, na prática, serem pouco utilizados e não modificarem a conduta, no final das contas.

  • 1º grau – É a forma mais branda dentre os tipos de fimose. Nesse grau, é possível retrair a glande, porém, é difícil cobri-la novamente. O prepúcio fica preso atrás da glande, podendo gerar uma situação chamada de parafimose;
  • 2º grau – Ocorre uma exposição parcial da glande. Aqui, consegue-se retrair um pouco o prepúcio, mas a pele não passa pela metade mais larga da glande;
  • 3º grau – Ocorre uma retração parcial da glande. É possível puxar um pouco o prepúcio e deixar visível o meato uretral (canal da urina), mas não mais do que isso;
  • 4º grau – Ocorre uma retração do prepúcio. É possível observar um início de abertura, mas não mais do que isso. Ao observar a micção, ainda se vê um jato de urina, sem ocorrer um “enchimento” do prepúcio;
  • 5º grau – A retração do prepúcio torna-se praticamente impossível, não podendo observar nem mesmo uma discreta abertura. Manifestação mais grave da fimose, pode até provocar retenção urinária, em algumas situações.

Quais complicações a fimose pode causar?

Antes de qualquer coisa, a fimose, caso não seja adequadamente tratada, pode provocar câncer no pênis e outras doenças. O excesso de pele que a fimose traz dificulta a higienização adequada desse órgão.

Além disso, uma fimose não tratada pode causar:

  • Risco de surgimento da já citada parafimose (quando o prepúcio fica preso e não volta a recobrir a glande);
  • Risco aumentado de contrair infecção do trato urinário;
  • Risco aumentado de balanite e/ou balanopostites;
  • Dor nas relações sexuais;
  • Dor na ereção;
  • Dificuldade para urinar, nos casos mais acentuados;
  • Risco aumentado de contrair uma doença sexualmente transmissível (DST), tal como o HPV;
  • Risco aumentado de desenvolver câncer de pênis (no longo prazo).

Informação importante: a fimose, ao contrário do que muitos pensam, não causa impotência no homem. A libido masculina não é afetada pela fimose, mas a ereção pode vir a ser afetada, sim, por essa condição.

Quando devo procurar um médico?

A fimose não é uma enfermidade de difícil tratamento. Porém, por questões culturais e comportamentais, ela traz o inconveniente de ser uma doença que é, muitas vezes, negligenciada pelos pais e mães de meninos ou até mesmo por seus portadores adultos.

Procure imediatamente um médico quando perceber sinais desta doença em seu filho ou em você. Esse profissional poderá ajudar neste e em outros problemas de saúde que você, porventura, tenha. Atente-se aos sinais (que não são difíceis de serem notados) que indicam a possibilidade de você ou de o seu filho possuírem algum dos tipos de fimose.

Tire mais dúvidas ou marque sua consulta para iniciar um tratamento contra a fimose com o Uropediatra e Urologista Dr. Rafael Localihttps://drrafaellocali.com.br/contato/

Fontes:

Sociedade Brasileira de Urologia

Portal da Urologia

Ministério da Saúde

Dr. Rafal Locali
Dr. Rafael Fagionato Locali
Urologista
CRM 133874
Logo Dr. Rafael Locali

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