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Principais complicações da extrofia da bexiga

Bebê deitado sendo examinado por médico
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

25 janeiro, 2026

Incluem infecções urinárias, problemas renais, alterações genitais e ortopédicas

A extrofia da bexiga é uma malformação congênita rara em que a bexiga, a uretra e a parede abdominal inferior não se fecham corretamente durante o desenvolvimento do bebê, fazendo com que a bexiga fique aberta e exposta.

Apesar de ser facilmente identificada no momento do parto, as consequências podem acompanhar o paciente ao longo da vida se o tratamento não for iniciado precocemente.

Por isso, entender os sinais, diagnósticos, tratamentos e complicações da extrofia da bexiga é essencial para melhorar a qualidade de vida das crianças com a condição.

Sinais e sintomas da extrofia da bexiga

Os sinais da condição são facilmente reconhecidos, já que envolvem alterações anatômicas evidentes. Além de afetar a saúde física da criança, podem impactar o bem-estar emocional ao longo da vida, pois estão relacionadas a muitas das futuras complicações da extrofia da bexiga.

Os principais sinais e sintomas incluem:

  • bexiga exposta fora do abdômen;
  • epispádia, uma malformação da uretra em que a abertura urinária está localizada na parte superior do pênis ou se apresenta alterada nas meninas;
  • incontinência urinária, pois as estruturas responsáveis por controlar a saída da urina não se desenvolvem de forma adequada;
  • infecções urinárias frequentes, já que a mucosa da bexiga fica exposta e isso facilita a entrada de bactérias no trato urinário;
  • alterações nos ossos da pelve, como o afastamento da sínfise púbica, que une as duas partes da bacia.

Principais complicações da extrofia da bexiga

As complicações da extrofia da bexiga podem variar de acordo com a gravidade da malformação, o momento do diagnóstico e a qualidade das intervenções cirúrgicas. Essas complicações podem ser imediatas, surgir com o crescimento da criança ou aparecer apenas na adolescência e na vida adulta.

Complicações comuns

As complicações da extrofia da bexiga mais comuns e imediatas costumam estar relacionadas à exposição da mucosa vesical, ao contato constante da urina com a pele e às primeiras cirurgias reconstrutivas. Entre as principais, estão:

  • infecções urinárias recorrentes: mesmo após a reconstrução, esse risco pode permanecer alto, especialmente quando há refluxo da urina para os ureteres;
  • irritações e lesões na pele: o contato contínuo da urina com a pele pode causar dermatites, assaduras e feridas dolorosas;
  • complicações cirúrgicas típicas: abertura dos pontos, infecções no pós-operatório, necessidade de reintervenções para corrigir estruturas, falhas no fechamento inicial da bexiga ou da parede abdominal.

Complicações urológicas e renais a longo prazo

Mesmo após cirurgias bem-sucedidas, algumas complicações da extrofia da bexiga podem aparecer com o tempo. Entre as mais comuns estão os problemas renais, que surgem quando a bexiga não se esvazia corretamente ou quando há refluxo urinário, aumentando a pressão sobre os rins e podendo causar danos progressivos.

Também são frequentes as alterações na continência urinária. Algumas crianças não alcançam continência adequada, mesmo após várias cirurgias, seja porque o esfíncter não funciona como deveria, seja porque a bexiga reconstruída não consegue armazenar urina corretamente.

Outras complicações

As dificuldades na função sexual, já que a malformação afeta estruturas da pelve e dos órgãos genitais. Nos meninos, podem surgir alterações na posição da uretra, no pênis ou na estrutura da pelve. Nas meninas, podem existir alterações no clitóris, na vagina ou na uretra.

Os impactos emocionais e sociais também estão entre as complicações da extrofia da bexiga. A aparência da região genital e abdominal, as cirurgias constantes, a possibilidade de incontinência e o acompanhamento médico prolongado podem causar ansiedade, insegurança, retraimento social e baixa autoestima.

Alterações ortopédicas também podem ocorrer devido à abertura da sínfise púbica e às mudanças na anatomia pélvica. Essas alterações podem afetar a forma de andar e o alinhamento das pernas, exigindo tratamento e acompanhamento médico.

Qual a relação entre extrofia da bexiga e epispádia?

A epispádia faz parte do mesmo espectro de anomalias conhecido como complexo extrofia-epispádia. Ambas as condições surgem da mesma origem embrionária e frequentemente aparecem juntas. A posição anômala da uretra contribui para dificuldades urinárias e sexuais, além de aumentar as complicações da extrofia da bexiga a longo prazo.

Diagnóstico e opções de tratamento da extrofia da bexiga

O diagnóstico da extrofia da bexiga pode ser feito ainda durante a gestação com o ultrassom morfológico, que pode mostrar a ausência da bexiga preenchida, alterações na parede abdominal ou sinais sugestivos de malformação.

Já no período pós-natal, o diagnóstico é imediato, pois a bexiga aberta é visível ao exame físico. Exames complementares, como ultrassonografia e radiografias, ajudam a avaliar melhor a anatomia da pelve e do trato urinário.

O tratamento cirúrgico da extrofia da bexiga envolve reposicionar a bexiga dentro da pelve, fechar a parede abdominal, reconstruir a uretra e, quando necessário, corrigir alterações genitais e ósseas.

Qual médico trata a extrofia da bexiga?

O médico responsável pelo tratamento da extrofia da bexiga é o urologista pediátrico. Esse especialista é preparado para realizar as cirurgias de reconstrução, acompanhar o desenvolvimento da bexiga, avaliar a continência urinária e monitorar a função renal para controlar as complicações da extrofia da bexiga.

Entre em contato e agende uma consulta com o urologista infantil Dr. Rafael Locali.

 

Fontes:

Manual MSD

Dr. Rafal Locali
Dr. Rafael Fagionato Locali
Urologista
CRM 133874
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