Atendimento Vila Mariana - SP

Agende uma consulta Fale conosco pelo WhatsApp

5 graus do refluxo vesico-ureteral em crianças

Ilustração vetorial pediátrica mostrando doenças do sistema urinário em bebês, como infecção do trato urinário (ITU), refluxo, hidronefrose, cistite e distúrbios renais. Ilustração médica em silhueta de bebê.
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

10 janeiro, 2026

O refluxo vesicoureteral em crianças varia do grau I, leve e que atinge apenas o ureter, ao grau V, muito grave, com dilatação significativa do rim

O refluxo vesicoureteral (RVU) é uma condição médica que afeta o sistema urinário e causa infecções urinárias. Normalmente, a urina sai dos rins, passa pelos ureteres e chega à bexiga, sem retornar. Isso acontece por causa de uma válvula natural que impede o refluxo. Quando ela não funciona bem, a urina volta para os ureteres e rins, provocando o refluxo vesico-ureteral.

Essa situação pode levar a infecções urinárias recorrentes, que muitas vezes se manifestam com febre, dor abdominal, náuseas e vômitos. Quando os rins são afetados por infecções repetidas, podem ocorrer cicatrizes renais permanentes, prejudicando a função e a anatomia do órgão.

Por isso, compreender os graus do refluxo vesico-ureteral em crianças é essencial para o diagnóstico precoce e tratamento adequado.

O que causa o refluxo vesico-ureteral (RVU)?

O refluxo vesico-ureteral pode ter origem congênita ou ser adquirido ao longo da infância. No caso congênito, o túnel que conecta o ureter à bexiga não se forma completamente. Como ele impede a urina de voltar, quando não funciona adequadamente a urina pode subir de volta para o ureter e para o rim.

Além disso, o refluxo vesico-ureteral pode estar relacionado a alterações no funcionamento da bexiga, especialmente em crianças com doenças da medula, como a mielomeningocele, ou obstruções no fluxo urinário. Crianças que têm pais ou irmãos com RVU apresentam maior probabilidade de desenvolver a condição.

5 Graus do refluxo vesico-ureteral em crianças

A classificação dos graus do refluxo vesico-ureteral em crianças é baseada na extensão do refluxo urinário e na gravidade das alterações renais. Essa classificação é fundamental para orientar o tratamento.

Grau I: Refluxo leve

Este é um dos graus do refluxo vesico-ureteral em crianças mais leves, em que a urina retorna apenas para o ureter, sem atingir o rim. Nesses casos, a condição costuma ser assintomática ou apresentar-se com infecção do trato urinário.

Grau II: Refluxo leve a moderado

Este é um dos graus do refluxo vesico-ureteral em crianças entre leve a moderado. A urina chega até a pelve renal, mas não causa dilatação do sistema coletor. Nessa fase, a criança pode ter alguns sintomas, como episódios de infecção urinária.

Grau III: Refluxo moderado

Neste caso, o refluxo provoca uma dilatação moderada do sistema coletor do rim. Isso significa que as cavidades internas do rim, onde a urina se acumula antes de seguir para a bexiga, ficam aumentadas por causa do refluxo da urina. Essa dilatação pode sobrecarregar o rim e tornar os sintomas mais perceptíveis, como infecções urinárias frequentes e dor abdominal.

Grau IV: Refluxo grave

Este é um dos graus do refluxo vesico-ureteral em crianças considerados mais graves. O refluxo é intenso e provoca dilatação significativa do sistema coletor do rim, ou seja, as cavidades internas do rim ficam muito aumentadas devido à urina que volta da bexiga.

Além disso, o ureter pode se tornar tortuoso, ou seja, ele se curva e se enrola mais do que o normal, dificultando o fluxo da urina e aumentando o risco de infecções e sobrecarga renal.

Grau V: Refluxo muito grave

Este é o estágio mais severo entre os graus do refluxo vesico-ureteral em crianças. O refluxo atinge o rim com dilatação extrema do sistema coletor. Além disso, os ureteres ficam mais tortuosos, dificultando ainda mais a passagem da urina e aumentando o risco de lesões renais.

As crianças podem apresentar sintomas graves, como:

  • febre alta;
  • infecções urinárias severas;
  • dor abdominal intensa;
  • insuficiência renal em casos mais críticos.

Tratamento baseado nos graus do refluxo vesico-ureteral

O tratamento varia entre os graus do refluxo vesico-ureteral em crianças, além da idade, frequência de infecções urinárias e características individuais de cada paciente. No caso do refluxo vesico-ureteral secundário, é essencial identificar e tratar a causa da obstrução da bexiga ou de disfunções urinárias.

Nos primeiros graus do refluxo vesico-ureteral em crianças, o problema pode se resolver espontaneamente em crianças menores de cinco anos. Nesses casos, o tratamento costuma incluir o uso de antibióticos profiláticos, que ajudam a prevenir novas infecções e protegem os rins.

Saiba mais sobre a Profilaxia antibiótica para refluxo vesicoureteral!

Nos maiores graus do refluxo vesico-ureteral em crianças, especialmente os graus IV e V, a cirurgia é frequentemente recomendada. O procedimento é necessário para corrigir o refluxo, preservar a função renal e prevenir complicações permanentes.

Importância do acompanhamento com o uropediatra

O acompanhamento com o urologista infantil é fundamental para a saúde do sistema urinário das crianças, permitindo o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de acordo com os graus do refluxo vesico-ureteral. O profissional também monitora o crescimento e a função renal, garantindo o desenvolvimento saudável e reduzindo o risco de complicações a longo prazo.

Entre em contato e agende uma consulta com o urologista infantil Dr. Rafael Locali.

 

Fontes:

Manual MSD

Sociedade Brasileira de Pediatria

Dr. Rafal Locali
Dr. Rafael Fagionato Locali
Urologista
CRM 133874
Logo Dr. Rafael Locali
planeta_22 planeta_11 planeta_22 planeta_11menino_footer_blog_interno