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Tratamento endoscópico do RVU

Videoendoscópio nas mãos de médico
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

8 julho, 2026

O procedimento é minimamente invasivo, feito sem cortes, para corrigir o refluxo da urina e proteger os rins

O refluxo vesicoureteral (RVU) acontece quando a urina volta da bexiga para os ureteres e até para os rins em alguns casos, em vez de ser eliminada. Essa condição é mais comum em bebês e crianças pequenas, preocupando bastante os pais, principalmente porque o problema pode afetar a saúde dos rins.

O tratamento endoscópico do RVU é uma das opções menos invasivas e mais utilizadas atualmente para corrigir esse problema. A seguir, entenda melhor como funciona, quando é indicado e quais são os benefícios para a criança.

Quando o tratamento endoscópico do RVU é indicado para crianças?

O procedimento pode ser indicado em diferentes situações, como:

  • crianças com refluxo vesicoureteral leve ou moderado;
  • episódios frequentes de infecção urinária;
  • persistência do refluxo mesmo após acompanhamento e tratamento clínico;
  • sinais de comprometimento ou cicatrizes nos rins causados pelo RVU.

Cada criança deve ser avaliada de forma individual, levando em consideração fatores como idade, grau da condição, sintomas e histórico de infecções urinárias. Por isso, a definição do melhor tratamento endoscópico do refluxo vesicoureteral deve ser feita com acompanhamento de um uropediatra.

Tratamento endoscópico do RVU: como é realizado?

O tratamento endoscópico do RVU é um procedimento minimamente invasivo, realizado sem cortes e com recuperação geralmente rápida. O objetivo é corrigir o refluxo da urina e proteger os rins da criança.

Durante o procedimento, o médico utiliza um aparelho fino chamado cistoscópio, que é introduzido pela uretra até a bexiga. Com isso, é possível visualizar a região interna da bexiga e a entrada dos ureteres.

Em seguida, é aplicado um material específico, geralmente ácido hialurônico ou poliacrilato-poliálcool, próximo à entrada do ureter na bexiga. Essa aplicação ajuda a impedir que a urina volte em direção aos rins, tratando o refluxo.

Na maioria dos casos, a criança recebe alta poucas horas após o tratamento endoscópico do RVU, sem necessidade de cortes, sondas ou drenos. Além disso, a recuperação costuma ser tranquila, permitindo retorno rápido às atividades habituais.

Quais as principais vantagens da via endoscópica?

O tratamento endoscópico do RVU é bastante utilizado por ser menos invasivo e mais confortável para a criança. Entre as principais vantagens do procedimento, estão:

  • recuperação mais rápida e tranquila;
  • menor tempo de internação hospitalar;
  • alta no mesmo dia na maioria dos casos;
  • menor desconforto no pós-operatório;
  • redução do risco de infecções urinárias recorrentes;
  • procedimento seguro e com bons índices de sucesso.

Além disso, o tratamento endoscópico do RVU costuma trazer mais tranquilidade para os pais, já que a criança pode voltar à rotina rapidamente e com menor impacto na sua recuperação. Em todo caso, o acompanhamento com o especialista é importante para monitorar a evolução e garantir a saúde dos rins a longo prazo.

Como é o acompanhamento após o procedimento?

Após o tratamento endoscópico do refluxo vesicoureteral, o acompanhamento médico continua sendo importante. Exames de imagem podem ser solicitados ao longo do tempo para avaliar os resultados e acompanhar a saúde dos rins.

Embora o tratamento endoscópico do RVU apresente bons resultados em muitos casos, algumas crianças com refluxo mais grave podem precisar de outros tipos de cirurgia. Por isso, o monitoramento pelo uropediatra é fundamental.

Tratamento da RVU via videolaparoscopia, robótica ou endoscópico? Qual escolher?

O tratamento endoscópico do RVU costuma ser a primeira opção em refluxos leves a moderados e em algumas situações muito específicas de refluxo mais intenso.

Já a robótica ou videolaparoscopia costumam ser indicadas quando o tratamento endoscópico não traz o resultado esperado ou quando o caso é mais complexo. Trata-se de cirurgias minimamente invasiva, realizada com pequenas incisões e o auxílio de uma câmera, que permite maior precisão durante o procedimento.

Não existe uma única opção ideal para todas as crianças. A escolha entre o tratamento endoscópico do refluxo vesicoureteral e outras técnicas depende da análise da segurança, da eficácia e das características de cada paciente.

Taxas de sucesso do tratamento endoscópico do refluxo vesicoureteral

O tratamento endoscópico do RVU apresenta boas taxas de sucesso na maioria dos refluxos leves a moderados. Já em casos mais graves, pode ser necessário mais de uma aplicação ou até outras abordagens cirúrgicas. Mesmo assim, o procedimento é considerado seguro e eficaz.

Qual médico realiza o tratamento endoscópico do refluxo vesicoureteral?

O tratamento endoscópico do RVU é realizado pelo urologista pediátrico, especialista responsável por cuidar do sistema urinário de crianças. Esse profissional solicita os exames necessários e define qual é o melhor tratamento para o grau do refluxo e as necessidades da criança.

Além de realizar o procedimento, o uropediatra também acompanha a evolução do paciente no pós-tratamento, garantindo que o refluxo esteja controlado e que os rins estejam protegidos durante todo o desenvolvimento da criança.

O cuidado especializado na condução desses casos oferece segurança para a criança e tranquilidade para a família. O Dr. Rafael Locali é especialista em urologia pediátrica e cirurgias minimamente invasivas, com ampla experiência no cuidado de crianças com doenças urológicas.

Entre em contato com o Dr. Rafael Locali e agende uma consulta.

 

Fontes

Manual MSD

Dr. Rafal Locali
Dr. Rafael Fagionato Locali
Urologista
CRM 133874
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