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Hérnias em crianças: causas e tratamentos

Médixo examinando hérnia em criança
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

1 maio, 2026

As hérnias em crianças ocorrem por falhas na parede abdominal ou no canal inguinal, devendo ser corrigidas cirurgicamente

As hérnias em crianças ocorrem quando um órgão ou tecido atravessa uma abertura na parede muscular que deveria mantê-lo no lugar. Essa abertura permite que uma parte interna do corpo se projete para fora, formando uma pequena saliência visível ou palpável.

As hérnias em crianças podem aparecer em diferentes regiões do corpo e precisam de avaliação médica para evitar complicações.

A seguir, entenda quais são os tipos mais comuns de hérnias em crianças, os principais riscos, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento.

Tipos mais comuns de hérnias em crianças

As hérnias em crianças podem ser divididas de acordo com a região onde aparecem:

Hérnia inguinal

A hérnia inguinal ocorre quando o intestino ou a gordura abdominal passa por uma abertura no canal inguinal, que fica localizada na virilha. Esse tipo de hérnia geralmente surge devido a uma falha no fechamento da parede abdominal ainda durante o desenvolvimento do bebê.

O principal sinal é uma protuberância na virilha, que fica mais perceptível quando a criança chora, tosse ou faz esforço. Assim que diagnosticada, a hérnia inguinal na criança deve ser tratada para evitar complicações. 

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Hérnia umbilical

A hérnia umbilical acontece quando o intestino ou gordura abdominal sai por uma abertura na parede abdominal. Essa abertura faz parte do desenvolvimento normal durante a gestação, mas em alguns casos não se fecha totalmente após o nascimento.

Costuma aparecer como um umbigo saltado, especialmente quando a criança chora ou faz força. Na maioria dos casos, não causa dor e pode se fechar sozinho até os primeiros anos de vida. Se o fechamento não ocorre espontaneamente ou se a hérnia apresenta tamanho maior, pode ser necessário realizar cirurgia para correção.

Hérnia epigástrica

A hérnia epigástrica ocorre na região acima do umbigo, na linha média do abdômen, e está relacionada a uma fraqueza na musculatura local. Ela é mais comum em bebês prematuros ou com baixo peso porque a parede abdominal ainda pode estar menos desenvolvida e mais frágil.

Diferente da hérnia umbilical, esse tipo de hérnia dificilmente se fecha sozinho ao longo do crescimento. O tratamento costuma ser cirúrgico para fechar a abertura na musculatura abdominal e reposicionar o tecido que saiu do lugar.

Como é feito o diagnóstico da hérnia em crianças?

O diagnóstico das hérnias em crianças é feito, na maioria das vezes, por meio da avaliação clínica, que inclui o exame físico realizado pelo médico e o relato de sintomas, como:

  • saliência na região da virilha ou do umbigo;
  • aumento do volume ao chorar, tossir ou fazer esforço;
  • desconforto ou dor em algumas situações;
  • náuseas e vômitos, em casos mais graves.

Durante o exame, o especialista observa e palpa regiões como umbigo, virilha e escroto, buscando sinais que indiquem a presença de hérnias em crianças. A ultrassonografia pode ser solicitada para diferenciar outras causas de aumento de volume na região, como hidrocele.

É possível aguardar o crescimento da criança para operar hérnia?

Em alguns casos, pequenas hérnias umbilicais podem fechar sozinhas nos primeiros anos de vida, permitindo que o médico acompanhe o crescimento da criança antes de indicar cirurgia.

No entanto, hérnias inguinais e epigástricas geralmente não desaparecem sozinhas e precisam ser corrigidas por meio da cirurgia logo que forem identificadas para evitar complicações como estrangulamento ou dor intensa.

Riscos e sinais de urgência nas hérnias em crianças

O principal risco de hérnias em crianças é o estrangulamento, quando o tecido que saiu do lugar fica preso no anel herniário e perde a circulação, podendo causar dor intensa e lesão do órgão envolvido. A cirurgia de emergência é necessária nesses casos.

Os sinais de alerta para procurar atendimento médico imediatamente incluem:

  • dor súbita e intensa na região da hérnia;
  • inchaço que não diminui ao repousar;
  • vermelhidão ou mudança de cor da pele sobre a hérnia;
  • náuseas e vômitos;
  • irritabilidade ou choro intenso na criança.

Hérnias em crianças podem voltar após a cirurgia?

Depois da cirurgia para corrigir hérnias em crianças, é raro que ela volte, mas isso pode acontecer. O risco é maior se a parede abdominal for muito frágil ou se houver problemas durante a recuperação.

Por isso, é importante manter o acompanhamento médico com o uropediatra para garantir a correta cicatrização e para identificar rapidamente qualquer sinal da volta da hérnia.

Entre em contato com o Dr. Rafael Locali e agende uma consulta.

 

Fontes

Portal da Urologia

Manual MSD

Dr. Rafal Locali
Dr. Rafael Fagionato Locali
Urologista
CRM 133874
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