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Dilatação dos rins do bebê identificada no pré-natal

Mulher grávida ao lado de seu parceiro realizando ultrassom 4D
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

12 maio, 2026

Essa condição pode variar de leve a grave e exige acompanhamento médico para avaliar riscos e tratamentos

A hidronefrose é uma condição que provoca a dilatação dos rins do bebê por causa do acúmulo de urina. Esse acúmulo é causado por uma obstrução que pode ser parcial ou completa, atingindo apenas um ou os dois rins.

A dilatação dos rins do bebê é a anomalia urológica mais frequentemente identificada durante o pré-natal, pois os ultrassons obstétricos permitem visualizar com clareza os rins e o sistema urinário do bebê.

Se não for acompanhada e tratada adequadamente, a hidronefrose pode evoluir e comprometer o funcionamento dos rins do bebê. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para o desenvolvimento saudável do bebê.

A seguir, entenda as causas dessa condição, os riscos envolvidos, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento.

O que causa a dilatação dos rins no bebe?

Na maioria dos casos, a dilatação dos rins no bebê está relacionada a malformações do sistema urinário. Alterações na formação dessas estruturas leva a problemas para produzir, transportar e eliminar a urina.

Assim, as alterações podem dificultar ou bloquear o fluxo normal da urina, fazendo com que ela se acumule nos rins. Entre as principais, estão:

Dilatação do rim do bebê na gravidez é perigoso?

Depende da intensidade da dilatação dos rins do bebê e de quais estruturas do sistema urinário estão envolvidas. Em casos mais graves, ela pode prejudicar o desenvolvimento do bebê, aumentar o risco de parto prematuro e danificar permanentemente os rins, comprometendo a função renal.

Por outro lado, nem todo caso representa risco. Em alguns casos, a dilatação dos rins do bebê não está associada a problemas graves e pode até desaparecer sozinha com o tempo, sem necessidade de intervenção.

Somente com diagnóstico precoce e acompanhamento médico adequado é possível avaliar corretamente a situação e preservar a saúde do bebê durante a gestação e após o nascimento.

Como diagnosticar a dilatação dos rins do bebê no pré-natal?

O diagnóstico da hidronefrose geralmente é feito por meio de ultrassonografia pré-natal, que permite visualizar os rins e o sistema urinário do bebê. Esse exame é normalmente realizado entre a 20ª e a 28ª semana de gestação, período em que os órgãos já estão suficientemente desenvolvidos.

Com o exame, o médico pode identificar alterações no tamanho dos rins, dilatação dos ureteres e possíveis sinais de obstrução, fatores que ajudam a determinar a gravidade da condição.

Como monitorar a dilatação dos rins do bebê no pré-natal

O acompanhamento é feito com ultrassons em intervalos regulares durante a gestação para verificar se a dilatação dos rins do bebê está melhorando, piorando ou permanecendo igual.

O acompanhamento também ajuda a avaliar o volume de líquido amniótico e o crescimento do bebê para evitar que o problema afete o desenvolvimento saudável. Em casos mais complexos, podem ser solicitados exames adicionais.

Quais são os riscos do rim do bebê estar dilatado?

Dependendo do caso, a dilatação dos rins do bebê pode trazer riscos como:

  • comprometimento da função renal, consequência de danos aos tecidos do rim;
  • redução do líquido amniótico, essencial para o desenvolvimento saudável do bebê na barriga;
  • retardo no crescimento fetal por causa de alterações no líquido amniótico ou no funcionamento dos rins;
  • parto prematuro: em algumas situações, complicações decorrentes da hidronefrose podem aumentar o risco de nascimento antecipado.

O que acontece após o nascimento do bebê?

Após o nascimento, o bebê recebe acompanhamento médico detalhado para avaliar com precisão a dilatação dos rins. Geralmente, são realizados exames como ultrassonografia, cintilografia renal e uretrocistografia, que ajudam a identificar refluxo, obstruções ou alterações na função dos rins.

Se o especialista julgar necessário, pode indicar tratamento para restabelecer o fluxo normal da urina. Em todo caso, o pediatra ou urologista acompanha o bebê regularmente, monitorando o crescimento, a função renal e possíveis sinais de complicações.

Opções de tratamentos para a dilatação dos rins do bebê

O tratamento da dilatação dos rins do bebê depende da gravidade da condição e da causa da obstrução. Em alguns casos, procedimentos mais simples podem ser feitos para corrigir obstruções ou refluxos urinários, como procedimentos de endourologia, uso de laser ou aplicação de polímeros.

Em situações mais graves, pode ser necessária a cirurgia para remover ou corrigir a obstrução, prevenir danos permanentes aos rins e garantir o funcionamento adequado do sistema urinário.

O bebê vai precisar operar assim que nascer?

Nem todo bebê com dilatação dos rins precisa passar por cirurgia logo após o nascimento. A necessidade de operação depende se a dilatação está afetando a função renal.

Lembrando que muitos casos diminuem ou desaparecem espontaneamente nos primeiros meses de vida. O monitoramento é indispensável para preservar a saúde do bebê e realizar o tratamento adequado, com intervenções somente necessárias e no momento certo.

Qual médico trata a dilatação dos rins do bebê no pré-natal?

A dilatação dos rins do bebê é geralmente identificada pelo obstetra durante o ultrassom pré-natal. Ao perceber alterações no sistema urinário, o obstetra pode encaminhar a gestante para um urologista pediátrico, especialista no trato urinário de crianças, que acompanhará o bebê durante a gestação e após o nascimento.

Entre em contato com o Dr. Rafael Locali e agende uma consulta.

 

Fontes

Sociedade Brasileira de Pediatria

Manual MSD

Dr. Rafal Locali
Dr. Rafael Fagionato Locali
Urologista
CRM 133874
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